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HISTÓRIA

ESCOTISMO DO AR

A Modalidade do Escotismo do Ar, ao contrário das outras duas modalidades convencionais, Básica e do Mar, não foi idealizada por nosso fundador Baden Powell, nem mesmo na Inglaterra, teve suas origens aqui mesmo na Brasil nos últimos anos da década de 30.

O principal idealizador e incentivador dos Escoteiros do Ar foi o Major-Brigadeiro Godofredo Vidal, um homem apaixonado pela aeronáutica e com uma variedade incontável de talentos e interesses. Estudou Engenharia, línguas, geografia, história, pintura, interessava-se por esportes, radioamadorismo e educação, tendo escrito uma série de artigos e monografias.

Juntamente com o Major Aviador Vasco Alves Secco e o Sub Oficial Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues, Godofredo Vidal, na época Tenente Corornel Aviador, estudou e avaliou profundamente o Escotismo desenvolvendo a possibilidade de aplicar princípios da aeronáutica no Movimento Escoteiro. Nasceu assim a Modalidade do Ar, sendo em abril de 1938 oficializada junto à UEB a fundação do Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk, o primeiro desta Modalidade em todo o mundo.

Seis anos depois, em abril de 1944 é criada a Federação dos Escoteiros do Ar que reunia todos os Grupos desta Modalidade. Em 1951, o Brigadeiro Nero Moura, então Ministro da Aeronáutica, determina através da portaria No. 256 que as unidades da Força Aérea Brasileira dessem total apoio aos Grupos Escoteiros do Ar, reconhecendo a importância deste Movimento de Jovens especialmente para o incentivo ao interesse pela aeronáutica.

Durante as décadas de 60, 70 e 80 o Escotismo do Ar foi consolidado pelo trabalho de Jayme Janeiro, que participara da criação da Modalidade e tornara-se Chefe Escoteiro. Foi ele o idealizador do Curso de Adestramento Técnico do Ar, o CATAr, realizado até hoje para o Adestramento técnico de Escoteiros e Chefes da Modalidade do Ar.


ESCOTISMO NO BRASIL

B.P. emprendeu grandes esforços para idealizar um grande sonho: O Movimento Escoteiro, que ganhou muita força logo nos seus primeiros anos. O escotismo foi se espalhando por todo o globo, até que no dia 17 de Abril de 1910, ele chegou ao Brasil.
Os marinheiros brasileiros, que estiveram em contato com escotistas em Londres, fundaram, no dia 14 de Junho de 1910 o primeiro núcleo brasileiro de escotismo, na casa de número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, denominando-o Centro de Boy Scouts do Brasil.
Seguindo a tendência do resto do mundo, onde o movimento escoteiro se espalhava rapidamente, o escotismo no Brasil, se espalhou com rapidez por todo o país, até que em 29 de Novembro de 1914, foi fundada a Associação Brasileira de Escoteiros (ABE), em São Paulo, por iniciativa de J.C. Macedo Soares. O escotismo contou com bastante apoio de personalidades da época, como Olavo Bilac e Coelho Neto.
Em 1915 o Deputado Federal por São Paulo César de Lacerda Vergueiro apresentou proposta para reconhecer o Escotismo como de Utilidade Pública. O Projeto resultou no Decreto do Poder Legislativo nº 3297 sancionado pelo Presidente Wenceslau Braz em 11 de junho de 1917 que no Art. 1º estabelecia: - "São considerados de utilidade pública, para todos os efeitos, as associações brasileiras de escoteiros com sede no país."
Os grupos escoteiros não paravam de surgir nas mais diferentes localidades do país, porém estavam totalmentes alheias à uma coordenação nacional, o que cuminou com a criação da União dos Escoteiros do Brasil, em 4 de novembro de 1924, no Rio de Janeiro.
Desde a sua fundação, em 1907, o Escotismo nunca parou de crescer, contando hoje com mais de 25 milhões de membros. Seu efetivo dobrou nos últimos 20 anos, sendo que uma parte considerável dessa expansão ocorreu nos países em vias de desenvolvimento.
O país com maior quantidade de participantes inscritos no escotismo é a Indonésia com 9.896.157 escotistas.

GUIDISMO

Os primeiros rascunhos de B.P. sobre o escotismo, escrito em fevereiro de 1907 e que tinham título "Patrulhas de Rapazes" tinham um comentário no aspecto referente ao método: "Pode ser estendido para treinamento de meninas".
No entanto, apesar dessa sua preocupação com a formação das moças, foi com um grupo de rapazes que em agosto de 1907 realizou o acampamento experimental de Brownsea, iniciando a aplicação do escotismo.
Com a publicação quinzenal dos seis fascículos do "Escotismo para Rapazes" no início de 1908, um grande números de meninos se aclamaram escoteiros, exigindo que B.P. organizasse o movimento escoteiro. Quase a mesma coisa aconteceu com suas irmãs. Por todas as ilhas Britânicas se reuniram pequenas equipes de moças que começaram a aplicar as atividades descritas nos folhetos de B.P., geralmente trabalhando em patrulhas e adaptando seu adestramento, ainda sem a colaboração de adultos.
Apareceram pela primeira vez em público numa nublada manhã no dia 04 de setembro de 1909. De vários lugares de Londres, patrulhas de meninas vestidas com uniformes semelhantes aos escoteiros, tendo inclusive lenço no pescoço, caminharam até o Palácio de Cristal onde, haviam ouvido, ia ser realizada uma demonstração técnica de 11 mil escoteiros. B.P. estaria ali pessoalmente para observar as atividades dos rapazes e elas estavam ansiosas de poder convence-lo a também fazer o mesmo com as escoteiras.
No meio da atividade, B.P. se dirigiu às moças e perguntou: - Quem são vocês e o que fazem aqui? Marguerite de Beaumont, monitora de uma das patrulhas, se adiantou um pouco e, tímida e assustada disse: - Por favor, senhor, somos da patrulha lobo das escoteiras e queremos fazer o escotismo como os rapazes.
Provavelmente nesse momento, o fundador pensou nas grandes mulheres que a Nação havia tido, inclusive nas áreas pioneiras. E que para essa grande vida que pode ser adotada por qualquer homem ou mulher que a escolhe, é necessário uma preparação. Por que privar essas meninas que estão lendo o "Escotismo para Rapazes" de viver essa oportunidade? Pouco mais tarde lhes deu a designação específicas de "Guias". Lembrando-se do importante Corpo de Guias de Montanhas que tanto havia admirado na fronteira noroeste da Índia, por sua alegria e seu valor.
Já em novembro de 1909, se registraram as primeiras companias de Guias. Usavam pesados uniformes azul marinhos e mochilas brancas. As Guias eram geralmente seguidas por meninos na rua, que gritavam: - Guias, repolhos de Bruxelas, aí vão". As portas das sedes das companhias deviam permanecer muitas vezes fechadas devido ao tumulto produzido pelas brincadeiras do público, que as ridicularizavam. Nada porém as desanimavam.
Em 1912 foi publicado o primeiro manual das Guias "Como as moças podem ajudar a constituir o Império", escrito por Agnes Baden Powell. Em 30 de outubro, B.P. casa com Olave St. Clair Soames.
Documentos comprovam que a associação brasileira de escoteiros, com sede em São Paulo já mantinham em 1914, tropas escoteiras em alguns grupos escoteiros chamando de Bruninhas as suas irmãs menores, incorporadas posteriormente.
Em 1917 é constituído informalmente a o primeiro Conselho Internacional da Associação de Guias da Inglaterra, e no ano seguinte é publicado o texto do Guidismo, livro escrito por B.P. especialmente para Guias.
Em Foxlease se realizou em 1924 o primeiro acampamento mundial de Guias, com a presença de mais de 40 nacionalidades.
Em 1930, Lady Baden Powell é aclamada Chefe Mundial de Guias, função que exerceu até 1976 quando veio a falecer.

INSÍGNIA DA MADEIRA

O primeiro curso de Chefes - Origem da Insígnia da Madeira

Os primeiros cursos experimentais para a formação de Chefes e Dirigentes Escoteiros iniciaram-se logo em 1910, mas se tratavam apenas de "experiências". Assim, a grande maioria dos adultos que praticavam o Escotismo colaborando com as recém formadas Patrulhas e Tropas de meninos não possuíam treinamento algum, o que dificultava o aproveitamento integral do Programa Escoteiro.

Baden Powell conhecia este problema e pensava em aplicar um programa de treinamento de chefes semelhante àquele que obtivera sucesso com os garotos, na Ilha de Brownsea e para isso necessitava de um local fixo onde pudessem haver atividades práticas ao ar livre.

Esse lugar é Gilwell Park adquirido pelo amigo W. de Bois MacLaren em 1919 e chamado assim em homenagem a Lord Baden Powell of Gilwell.

O primeiro curso de Chefes em Gilwell aconteceu no mesmo ano de 1919, entre 8 e 19 de setembro. Ao final do curso Baden Powell queria dar uma lembrança aos Escotistas ali presentes, algo que tivesse um significado maior do que um mero certificado e representasse o compromisso com os ideais Escoteiros.

Trajava naquele momento um grande colar de contas

de madeira que ganhara no seu tempo de Exército de Dinizulu, rei de uma tribo africana. Deu então para cada chefe uma das contas do colar, iniciando assim uma Tradição Escoteira que vive até hoje.

Toda vez que um Chefe completa o Curso Avançado recebe um colar com duas contas, réplicas daquelas entregues aos formados no primeiro curso, este colar é a chamada Insígnia da Madeira.

O misticismo do Colar

Quando dado de presente a Baden Powell durante sua permanência na África austral, o Rei Zulu desejava reconhecer a superioridade guerreira de B-P e agradece-lo pelo tratamento digno dado ao seu povo.

O colar original era constituído de contas esculpidas de uma madeira africana macia de cor amarela, deixando quando trabalhada, um pequeno entalhe natural em cada extremidade. A madeira era passada ao fogo, o que representava, na sua origem, a lenha acesa no primeiro fogo dos antepassados, o "Fogo Sagrado", que representava a fidelidade a um ideal.

Atualmente o colar original de aproximadamente 7 metros e com mais de 2000 contas, está guardado no Museu "Baden Powell House", em Londres.

A Insígnia da Madeira e suas variações

A Insígnia da Madeira é composta por uma correia de couro de extremidades unidas por um nó de aselha e duas contas, replicas do colar zulu original, uma em cada ponta. Essa Insígnia é usada pelos Escotistas que concluíram o Curso Avançado.

Um colar de três contas é usado pelos Diretores de Curso Básico e de quatro contas pelos Diretores de Curso Avançado. Seis contas são apenas usadas pelo Diretor do Gilwell Park.


JAMBOREES MUNDIAIS

I Jamboree Mundial
Richmond Park, Londres, Inglaterra, 1920.
Participantes: 8.000 de 34 diferentes países.

II Jamboree Mundial
Copenhagen, Dinamarca, 1924.
Participantes: 4.500 de 22 diferentes países.

III Jamboree Mundial - 21º Aniversário do Escotismo
Arrowe Park, Birkenhead, Inglaterra, 1929.
Participantes: 50.000 de 69 diferentes países.

IV Jamboree Mundial
Godollo, Hungria, 1933.
Participantes: 25.792 de 46 diferentes países.

V Jamboree Mundial
Vogelenzang, Holanda, 1937.
Participantes: 28.750 de 54 diferentes países.

VI Jamboree Mundial - Jamboree da Paz
Moisson, França, 1947.
Participantes: 24.152 de 38 diferentes países.

VII Jamboree Mundial - Jamboree da Simplicidade
Salzkammergut, Bad Ischl, Áustria, 1951.
Participantes: 12.884 de 41 diferentes países.

VIII Jamboree Mundial
Niagara on the Lake, Canadá, 1955.
Participantes: 11.139 de 71 diferentes países.

IX Jamboree Mundial
Sutton Park, Inglaterra, 1957.
Participantes: 30.000 de 80 diferentes países.
Obs.: 100º aniversário de B.P., 50º aniversário do Escotismo na Inglaterra.

X Jamboree Mundial
Mt. Makiling, Filipinas, 1959.
Participantes: 12.203 de 44 diferentes países.

XI Jamboree Mundial
Marathon, Grécia, 1963.
Participantes: 14.000 de 88 diferentes países.

XII Jamboree Mundial - Para a Amizade
Farragut State Park, Idaho, E.U.A, 1967.
Participantes: 12.011 de 105 diferentes países.

XIII Jamboree Mundial
Asagiri Heights, Japão, 1971.
Participantes: 23.758 de 87 diferentes países.

XIV Jamboree Mundial
Lake Mjosa, Lillehammer, Noruega, 1975.
Participantes: 17.259 de 91 diferentes países.

Jamboree Mundial
Irã, 1979.
Postergado devido à instabilidade política do país.

XV Jamboree Mundial - O Espírito ainda Vive
Kananaskis, Alberta, Canadá, 1983.
Participantes: 14.752 de 102 diferentes países.

XVI Jamboree Mundial - Unindo o Mundo
New South Wales, Austrália, 1988.
Participantes: 14.434 de 84 diferentes países.

XVII Jamboree Mundial - Vários Países, um Mundo
Mt. Sorak National Park, Coréia, 1991.
Participantes: 19.083 de 135 diferentes países.

XVIII Jamboree Mundial - O Futuro é Agora
Flevoland, Holanda, 1995
Participantes: 28.960 de 166 diferentes países.

XIX Jamboree Mundial
Picarquin, Chile, 1998-99.
Participantes: 31.000 de 157 diferentes países.

XX Jamboree Mundial
Tailândia. Dezembro de 2002 - Janeiro de 2003.

XXI Jamboree Mundial
Inglaterra, 2007.

LIVRO DA JÂNGAL

Livro da Jângal (The Jungle Book), escrito por Rudiard Kipling foi publicado pela primeira vez em Nova York, em 1904, e sua poesia diáfana e pura captou a imaginação do público.
Baden Powell sabia da importância da imaginação para meninos mais jovens e reconheceu, nesta obra, o suporte que viria dar a eles, todo o divertimento, interesse e atividade que necessitavam e que viria também a abrir o apetite pelo Escotismo.
B.P. escreveu a Kipling a fim de pedir permissão para tomar como base "The Jungle Book" em seu método. Kipling um bom amigo do Escotismo desde os primeiros dias, autor da música oficial do Escotismo e pai de um escoteiro, imediatamente deu o seu consentimento.
Em sua maneira usual e pragmática B.P. transformou as imagens poéticas em forma de vida prática, adaptando os sonhos e alegrias de Kipling em um método educacional para pessoas jovens. Esse casamento da poesia com a ação foi feliz e permaneceu como um elemento importante na história do sucesso do Escotismo.
Isto foi em 1916 antes dele publicar seu plano completo e detalhado o qual autorizou a formação de um Agrupamento de Lobinhos, fazendo o reconhecimento e registrando-os como membros do Movimento Escoteiro.
O Manual do Lobinho foi escrito para os meninos, dividido em digestivos bocados reproduzindo as ilustrações do próprio B.P. Todas as coisas sugeridas no Manual podem ser absolutamente aplicadas nos treinamentos dos dias de hoje, especialmente pela linha típica da política de B.P.: "Nós ensinamos pequenas coisas brincando, as quais poderão eventualmente, adestrá-los a fazerem grandes coisas a sério".
A publicação do Manual do Lobinho em 2 de dezembro de 1916 pode ser tomada como marco para que este ano podia ser considerado como o da fundação do ramo lobinho, embora tenha sido somente em 1923 que as regras completas do Lobismo foram reconhecidas.


LOBISMO

Na edição original do livro "Escotismo para Rapazes", Baden Powell não fixou um limite de idade mínima, nem máxima para o ingresso do menino no Movimento Escoteiro. Como conseqüência disso as tropas tinham meninos cujas idades variavam entre 9 a 18 anos.As coisas, no entanto, não eram tão simples assim! Imediatamente levantaram-se agudas e persistentes vozes dos meninos que eram muito pequenos para serem escoteiros, irmãos menores, que não estavam na faixa etária da "diversão" organizada no princípio do século, queriam entrar na brincadeira e não podiam esperar mais.
Os "pequenos" foram tão persistentes, intrometendo-se nas reuniões de Tropa e iniciaram alguns ensaios por volta de 1909.
Os primeiros esforços de trabalhar com meninos menores não obtiveram sucesso. Alguns escoteiros sentiram em receber estas crianças como "Junior Scouts", mas os resultados foram desastrosos. A tropa desestruturou-se, os mais velhos não desejavam misturar-se com os pequenos e estes não conseguiram acompanhar as vigorosas atividades feitas pelos escoteiros.
Tomar providências para que o que mais tarde foi chamado "Junior Scouts" (Escoteiros Junior), foi uma tarefa muito árdua para Baden Powell, pois embora ele estivessem receptivo à idéia, teve que tomar precauções para evitar a impressão que seu Movimento estava criando um jardim de infância para escoteiros.
Naturalmente o uniforme era o mais esperado pelos meninos, assim, essa primeira versão do lobismo usava chapéu de abas largas, um lenço, uma mochila e um bastão. Eles aprendiam nós simples, sinais de pista, semáforos e noções rudimentares de primeiros socorros. Isto, na verdade, constituía uma versão diluída do Escotismo aplicada por incomodados Assistentes ou Chefes de Tropa.
Não há dúvida de que o pioneiro do nosso ramo foi o Reverendo A.R. Brow, Chefe da Tropa número 1 do Enfield Highway, em Niddlessex, Inglaterra. Foi ele quem em janeiro de 1910, publicou um artigo no "Headquarters Gazette", onde concretamente questionava: O que iremos fazer com os meninos menores de 12 anos?
B.P. teve dupla preocupação, conforme explicou em artigo do "Headquarters Gazette", a primeira era de não exaurir as crianças desta idade com atividades que não estavam além de sua capacidade física; e a segunda era evitar o risco de perturbar os rapazes mais velhos, os quais poderiam se sentir humilhados em terem de executar as mesmas atividades que os mais jovens.
Para esclarecer as suas idéias, escreveu no final do ano de 1913 as primeiras tentativas de denominar os meninos menores e entre as sugestões do chefe estavam os nomes de: Beavers (castores), Wolf Cubs (lobinhos), Cubs (filhotes), Colts (potros) e Trappers (ajudante de caçador). Em suma B.P. preocupava-se que o novo ramo tivesse suas próprias características, não fosse uma versão simplificada do programa dedicado aos escoteiros.
Depois deste período de experiências e indagações, B.P. solicitou a Percy W. Everett que estudasse o que estava fazendo e que redigisse um esquema provisório. Em novembro de 1913, Everett lhe apresentou um projeto intitulado: Regras para escoteiros menores.
Sobre este manifesto o Chefe demonstrou seu agradecimento ao reverendo Everett, salientando apenas o uso de uma nomenclatura e a distinção necessária pelo uniforme. Segundo B.P. o nome "Lobinho" ou "Cachorro" seria muito adequado especialmente este último para designar os Pata Tenras. Quanto ao uniforme disse que um boné, semelhante ao usado no jogo de criket e um suéter estaria muito de acordo com a elegância e praticidade necessária.
Com mudanças e emendas, em 1914, o Headquarter Gazette publicou o esquema para "Lobinho" ou "Jovem Escoteiro" que não era mais que uma forma modificada de adestramento de escoteiros; incluía uma forma de saudação, um emblema em forma de cabeça de lobo, a promessa simples de servir e cumprir o dever e alguns testes simples adaptados à faix etária. O clima de guerra imprimia um forte sabor patriótico, com muitas manobras, marchas, saudações a Bandeira e cantar o Hino Nacional.
A publicação desse esquema foi acompanhada da promessa de B.P. de elaborar um Manual próprio para os pequenos o qual abordasse um método com características próprias.
A partir de 1920, Gilwell abriu suas portas para os chefes de lobinhos. O centésimo curso foi elaborado em 1949, pois o número de cursos foi acelerando-se desde cedo.
Em poucos anos, a presa portada com exclusividade pelos Chefes de Lobinhos foi substituída pelas tradicionais contas, igualmente aos Chefes de Tropa.
Manuais de treinamento e guias para lobinhos começaram a ser publicados, como também livros para serem usados pelos próprios lobinhos.
A demanda pelo treinamento cresceu mais que a capacidade de Gilwell. Em 1922, o título de Akelá Líder foi inventado, o que autorizava ao seu usuário a tocar o seu próprio cursos na sua cidade, tão rigorosamente nos moldes de Gilwell quanto possível.


MANUAL DO LOBINHO

Baden Powell não teve tempo suficiente para escrever o Manual do Lobinho durante a Primeira Guerra Mundial, porém, anunciou que o faria pouco tempo depois.
Com a erupção da guerra, as mulheres tomaram os lugares antes ocupados pelos jovens, que haviam respondido aos apelos do exército. Assim, foi permitido o ingresso de senhoras e senhoritas no Movimento, estas estavam encantadas com a idéia de que pudessem adestrar os pequenos. Suas idéias foram de grande valia na elucidação de problemas especiais que surgiam no adestramento dos pequenos. E nesta leva feminina que surge o braço direito do Fundador, no ramo lobinho: a Srta. Vera Barclay.
O seu encontro com o Fundador deu-se no dia 16 de junho de 1916 em uma conferência em Londres, onde Chefes de Lobinhos reuniram-se para reivindicar o es
perado Manual do Lobinho, que contivesse um esquema específico para o ramo.
Vera Barclay não compareceu a conferência movida pelos seus objetivos uma vez que lobinhos não lhe interessavam, sua fixação eram os escoteiros. Porém, havia recebido um convite especial de B.P. que queria conversar com ela.
O objetivo de B.P. era contratá-la para juntar-se a equipe do Headquarters e trabalhar no projeto dos lobinhos. A idéia não a entusiasmou muito uma vez que lobinhos não eram o seu trabalho, e fechar-se em um escritório em Londres não estava em seus planos.
Em sua atuação com escoteiros nas áreas carentes de Londres recebeu de companheiros mais formais a crítica de que os rapazes não atendiam perfeitamente a todos os aspectos da Lei Escoteira. Deu , então, uma resposta que se tornou famosa: "O que interessa é, que pelo escotismo, os rapazes se tornem melhores!".
No entanto, em virtude de um joelho machucado, estava afastada de suas funções de enfermeira no "Netley Red Cross Hospital" e além do mais, como admitiu posteriormente, era um grande serviço para o escotismo isolar os meninos pequenos e seus persistentes chefes dentro de suas próprias competências.
Não demorou muito, porém, e os lobinhos conquistaram completamente a sua simpatia, instalando-se definitivamente dentro de seu coração, de forma que a fizesse fazer de tudo para que eles fossem aceitos na fraternidade escoteira, pleiteando junto ao Headquarters tudo o que eles queriam.
Ela dedicou-se com entusiasmo na organização do Manual do Lobinho, intercalando ao famoso manuscrito de B.P. recortes, seus desenhos feitos a pena e bilhetes que encontrava jogados sobre sua mesa, contendo novas idéias de B.P. muitas vezes anotadas em papéis de suas lâminas de barbear. O Manual ficou também enriquecido com suas próprias opiniões acerca das insígnias e especialidades que constituiriam a parte II do Manual.
O Manual do Lobinho está impregnado de suas influências, feitas com entusiasmo e imaginação e, principalmente de um grande conhecimento da natureza de meninos pequenos. Ela via claramente a necessidade de conservar a essência, tanto quanto o método de treinamento, o tão distinto quanto possível daqueles do escoteiro.
Esta posição futuramente influiu fortemente para a sua indicação como Comissária do Quartel General para Lobinhos, posto que ela manteve até 1927.
Porém, o que veio responder a procura de Baden Powell por algo atraente, especial, capaz de sustentar a fantasia e contribuir com a formação da criança foi o Livro da Jângal, cuja adoção revolucionou completamente o esquema.


O QUE É "SER ESCOTEIRO"?

A maioria das pessoas acredita que um escoteiro apenas anda com um bonito uniforme, cumpre todos os dias uma boa ação e passa os fins-de-semana acampando. Com certeza, o Escoteiro faz muito mais do que isso.
O Escotismo é um movimento com o objetivo de complementar a educação do jovem, ou seja, faze-lo aprender alguns conceitos importantes para sua vida em um lugar diferente de sua casa ou escola.

GRUPOS ESCOTEIROS? O QUE SÃO?

Os grupos escoteiros são organizações onde o Método Escoteiro é desenvolvido, sem fins lucrativos, sem envolvimento partidário e desligadas de qualquer organização governamental. As pessoas que trabalham neles não são remuneradas e exercem este trabalho voluntariamente. No Escotismo não existe distinção de cor, credo ou classe social. Os grupos escoteiros geralmente estão situados em organizações militares, escolas e igrejas e estão subordinados a União dos Escoteiros do Brasil, cuja sede fica em Curitiba.

REUNIÕES E ACAMPAMENTOS

O Escotismo normalmente ocupa o tempo livre dos jovens e por isso as atividades quase sempre ocorrem aos sábados e os acampamentos nos finais de semana e feriados. Existem, porém, grupos que se reúnem durante a semana.
Os gastos com o escotismo são relativamente baixos, eles consistem basicamente da mensalidade do grupo escoteiro, que cobre as despesas organizacionais do grupo; da matrícula na UEB, que mantém a União dos Escoteiros do Brasil e proporciona que a mesma ofereça cursos e outras atividades relacionadas com o escotismo; do custo do uniforme; das taxas de acampamentos e atividades, que são cobradas para custear a alimentação e o transporte do jovem nestas atividades e de contribuições esporádicas elaboradas pelos próprios escoteiros.

FINALMENTE: SE TORNANDO UM ESCOTEIRO!!!!!

Para se tornar um Escoteiro, inicialmente deve-se procurar um grupo próximo a sua casa e informar-se sobre a existência de vagas. Após isso, o jovem passa a comparecer as reuniões para ir aos poucos conhecendo e se acostumando ao cotidiano de um Escoteiro. Se o jovem se sentir bem e quiser continuar no Movimento, os pais devem preencher um cadastro e o jovem é oficialmente admitido no Grupo fazendo parte, então, da Fraternidade Escoteira.

ENCONTRANDO UM GRUPO

Muitas vezes, jovens que tem interesse em participar do Escotismo, acabam não o fazendo por não conhecerem grupos na sua cidade ou regiões próximas. Se não tiver ninguém que indique algum grupo, você pode entrar em contato com a Direção Nacional da União dos Escoteiros do Brasil (www.escoteiro.com.br/comunidade/grupo/) e solicitar informações sobre grupos na sua cidade.

Se você faz parte de alguma das cidades abaixo entre Grupos de Nosso Pólo

Amparo, Atibaia, Bragança, Campinas, Cosmólopolis, Indaiatuba, Itatiba, Jundiaí , Paulínia, Pedreira, Pinhalzinho, Valinhos ,Vinhedo

Se você é do estado de SP entre no site www.escotismo.org.br

Modalidades

O Escotismo, nos ramos escoteiro e sênior, além da modalidade básica, em que predomina o ambiente mateiro e as atividades em terra, pode ser praticado nas modalidades de Escotismo do Mar e de Escotismo do Ar, que se distinguem pelos distintivos e onde se adiciona ao programa do Escotismo Básico a especialização em marinha ou aeronáutica, e as atividades no mar e no ar, respectivamente.

Escotismo Básico

O Escotismo Básico procura desenvolver nos jovens o gosto pela vida rural e sertaneja, pelas artes e técnicas mateiras, pelo excursionismo, campismo e montanhismo, pelas viagens em todas as formas de transporte, pelas grandes expedições e explorações das regiões desconhecidas, pelo estudo da fauna, flora, mineralogia, geologia e arqueologia e pelos esportes terrestres, incentivando o culto das tradições dos bandeirantes, dos sertanistas e do nosso exército.

Escotismo do Mar

O Escotismo do Mar procura desenvolver nos jovens o gosto pela vida do mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação a vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições de nossa marinha.

Escotismo do Ar

O Escotismo do Ar procura desenvolver nos jovens o gosto pelo aeromodelismo, pelos planadores, pelos helicópteros e aviões, pelos problemas de aeroportos, aeronavegação e aeropropulsão, pelo pára-quedismo e pelos esportes aéreos, pelo estudo da meteorologia e da cosmografia, pelos foguetes espaciais, pelos satélites artificiais e pela cosmonáutica, incentivando o culto das tradições da nossa Aeronáutica.


PRIMEIRO JAMBOREE MUNDIAL

Em 1917, décimo aniversário do primeiro Acampamento Escoteiro na Ilha de Brownsea, era esperado se realizar algum tipo de celebração para marcar a data e o evento.
De acordo com as circunstâncias, de guerra na época do aniversário, foi decidido que o Jamboree Internacional seria realizado no momento oportuno, e o mais breve possível.
Com o fim da guerra em 1918, decidiu-se que o Jambpree Mundial seria realizado dentro de dois anos, em 1920. Situação similar ao sexto Jamboree Mundial de 1947, dois anos após o fim da segunda Guerra Mundial.

Ao fim do primeiro Jamboree Mundial em 1920, em Richmond Park, Londres, B.P., aclamado Chefe Escoteiro Mundial fez o seguinte discurso:

"Irmãos Escoteiros:

Diferenças de pensamentos e sentimentos existem entre pessoas de todo o mundo, da mesma forma que existe no idioma e nas características físicas de cada um.
O Jamboree nos ensinou que se exercitarmos a paciência mútua e dar e receber, então haverá simpatia e harmonia.
Se for de sua intenção, deixem-nos prosseguir daqui com total determinação de que vamos desenvolver entre nós e nossos garotos esta camaradagem, e pelo mundo afora este espírito escoteiro de irmandade, que deve desenvolver paz e felicidade no mundo, e boas intenções entre pessoas."

ÚLTIMA MENSAGEM DE B.P.

Caros Escoteiros:
Se vocês já assistiram a peça "Peter-Pan", lembrar-se-ão que o chefe dos piratas estava sempre fazendo o seu discurso de despedida, temendo que, ao chegar a hora de morrer, não tivesse tempo, talvez, de pronunciá-lo.
Passa-se o mesmo comigo, e assim, embora não esteja morrendo neste momento, isto irá acontecer qualquer dia destes, e desejo mandar a vocês uma última palavra de adeus.
Lembrem-se: esta é a última coisa que vocês ouvirão de mim, portanto, meditem sobre ela.
Tenho levado uma vida cheia de felicidades, e desejo que cada um de vocês tenha também uma vida igualmente feliz.
Creio que Deus nos colocou neste delicioso mundo para sermos felizes e saborearmos a vida.
A felicidade não vem da riqueza, nem do sucesso profissional, nem do comodismo da vida regalada e da satisfação dos próprios apetites.
Um passo para a felicidade é, quando jovem, tornar-se forte e saudável, para poder ser útil e gozar a vida quando adulto.
O estudo da natureza mostrará a vocês quão cheio de coisas belas e maravilhosas Deus fez o mundo para o nosso deleite.
Fiquem contentes com o que possuem e tirem disso o melhor proveito. Vejam o lado bom das coisas em vez do lado pior.
Mas, o melhor meio para alcançar a felicidade é proporcionando aos outros a felicidade.
Procurem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram, e, quando chegar a hora de morrer, poderão morrer felizes sentindo que pelo menos não desperdiçaram o tempo e que procuraram fazer o melhor possível. Deste modo estejam "bem preparados" para viver felizes e para morrer felizes.
Mantenham-se sempre fiéis à sua Promessa Escoteira, mesmo quando já tenham deixado de ser rapazes, e Deus ajude a todos a procederem

assim.

Do amigo;
Baden-Powell of Gilwel

 

 


GEMB - 1ºAM Grupo Escoteiro MURILO BRAGA
End: Rua Recife, s/nº. Fundação Dr. Thomas - Adrianópolis
CEP 69057-001 - Manaus-AM
Fone: (92) 234-8654 Fax: (92) 633-7650
E-mail:
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