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ESCOTISMO
DO AR
A Modalidade
do Escotismo do Ar, ao contrário das outras
duas modalidades convencionais, Básica
e do Mar, não foi idealizada por nosso
fundador Baden Powell, nem mesmo na Inglaterra,
teve suas origens aqui mesmo na Brasil nos últimos
anos da década de 30.
O principal
idealizador e incentivador dos Escoteiros do Ar
foi o Major-Brigadeiro Godofredo Vidal, um homem
apaixonado pela aeronáutica e com uma variedade
incontável de talentos e interesses. Estudou
Engenharia, línguas, geografia, história,
pintura, interessava-se por esportes, radioamadorismo
e educação, tendo escrito uma série
de artigos e monografias.
Juntamente
com o Major Aviador Vasco Alves Secco e o Sub
Oficial Telegrafista Jayme Janeiro Rodrigues,
Godofredo Vidal, na época Tenente Corornel
Aviador, estudou e avaliou profundamente o Escotismo
desenvolvendo a possibilidade de aplicar princípios
da aeronáutica no Movimento Escoteiro.
Nasceu assim a Modalidade do Ar, sendo em abril
de 1938 oficializada junto à UEB a fundação
do Grupo Escoteiro do Ar Tenente Ricardo Kirk,
o primeiro desta Modalidade em todo o mundo.
Seis
anos depois, em abril de 1944 é criada
a Federação dos Escoteiros do Ar
que reunia todos os Grupos desta Modalidade. Em
1951, o Brigadeiro Nero Moura, então Ministro
da Aeronáutica, determina através
da portaria No. 256 que as unidades da Força
Aérea Brasileira dessem total apoio aos
Grupos Escoteiros do Ar, reconhecendo a importância
deste Movimento de Jovens especialmente para o
incentivo ao interesse pela aeronáutica.
Durante
as décadas de 60, 70 e 80 o Escotismo do
Ar foi consolidado pelo trabalho de Jayme Janeiro,
que participara da criação da Modalidade
e tornara-se Chefe Escoteiro. Foi ele o idealizador
do Curso de Adestramento Técnico do Ar,
o CATAr, realizado até hoje para o Adestramento
técnico de Escoteiros e Chefes da Modalidade
do Ar.
ESCOTISMO NO BRASIL
B.P.
emprendeu grandes esforços para idealizar
um grande sonho: O Movimento Escoteiro, que ganhou
muita força logo nos seus primeiros anos.
O escotismo foi se espalhando por todo o globo,
até que no dia 17 de Abril de 1910, ele
chegou ao Brasil.
Os marinheiros brasileiros, que estiveram em contato
com escotistas em Londres, fundaram, no dia 14
de Junho de 1910 o primeiro núcleo brasileiro
de escotismo, na casa de número 13 da Rua
do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, denominando-o
Centro de Boy Scouts do Brasil.
Seguindo a tendência do resto do mundo,
onde o movimento escoteiro se espalhava rapidamente,
o escotismo no Brasil, se espalhou com rapidez
por todo o país, até que em 29 de
Novembro de 1914, foi fundada a Associação
Brasileira de Escoteiros (ABE), em São
Paulo, por iniciativa de J.C. Macedo Soares. O
escotismo contou com bastante apoio de personalidades
da época, como Olavo Bilac e Coelho Neto.
Em 1915 o Deputado Federal por São Paulo
César de Lacerda Vergueiro apresentou proposta
para reconhecer o Escotismo como de Utilidade
Pública. O Projeto resultou no Decreto
do Poder Legislativo nº 3297 sancionado pelo
Presidente Wenceslau Braz em 11 de junho de 1917
que no Art. 1º estabelecia: - "São
considerados de utilidade pública, para
todos os efeitos, as associações
brasileiras de escoteiros com sede no país."
Os grupos escoteiros não paravam de surgir
nas mais diferentes localidades do país,
porém estavam totalmentes alheias à
uma coordenação nacional, o que
cuminou com a criação da União
dos Escoteiros do Brasil, em 4 de novembro de
1924, no Rio de Janeiro.
Desde a sua fundação, em 1907, o
Escotismo nunca parou de crescer, contando hoje
com mais de 25 milhões de membros. Seu
efetivo dobrou nos últimos 20 anos, sendo
que uma parte considerável dessa expansão
ocorreu nos países em vias de desenvolvimento.
O país com maior quantidade de participantes
inscritos no escotismo é a Indonésia
com 9.896.157 escotistas.
GUIDISMO
Os
primeiros rascunhos de B.P. sobre o escotismo,
escrito em fevereiro de 1907 e que tinham título
"Patrulhas de Rapazes" tinham um comentário
no aspecto referente ao método: "Pode
ser estendido para treinamento de meninas".
No entanto, apesar dessa sua preocupação
com a formação das moças,
foi com um grupo de rapazes que em agosto de
1907 realizou o acampamento experimental de
Brownsea, iniciando a aplicação
do escotismo.
Com a publicação quinzenal dos
seis fascículos do "Escotismo para
Rapazes" no início de 1908, um grande
números de meninos se aclamaram escoteiros,
exigindo que B.P. organizasse o movimento escoteiro.
Quase a mesma coisa aconteceu com suas irmãs.
Por todas as ilhas Britânicas se reuniram
pequenas equipes de moças que começaram
a aplicar as atividades descritas nos folhetos
de B.P., geralmente trabalhando em patrulhas
e adaptando seu adestramento, ainda sem a colaboração
de adultos.
Apareceram pela primeira vez em público
numa nublada manhã no dia 04 de setembro
de 1909. De vários lugares de Londres,
patrulhas de meninas vestidas com uniformes
semelhantes aos escoteiros, tendo inclusive
lenço no pescoço, caminharam até
o Palácio de Cristal onde, haviam ouvido,
ia ser realizada uma demonstração
técnica de 11 mil escoteiros. B.P. estaria
ali pessoalmente para observar as atividades
dos rapazes e elas estavam ansiosas de poder
convence-lo a também fazer o mesmo com
as escoteiras.
No meio da atividade, B.P. se dirigiu às
moças e perguntou: - Quem são
vocês e o que fazem aqui? Marguerite de
Beaumont, monitora de uma das patrulhas, se
adiantou um pouco e, tímida e assustada
disse: - Por favor, senhor, somos da patrulha
lobo das escoteiras e queremos fazer o escotismo
como os rapazes.
Provavelmente nesse momento, o fundador pensou
nas grandes mulheres que a Nação
havia tido, inclusive nas áreas pioneiras.
E que para essa grande vida que pode ser adotada
por qualquer homem ou mulher que a escolhe,
é necessário uma preparação.
Por que privar essas meninas que estão
lendo o "Escotismo para Rapazes" de
viver essa oportunidade? Pouco mais tarde lhes
deu a designação específicas
de "Guias". Lembrando-se do importante
Corpo de Guias de Montanhas que tanto havia
admirado na fronteira noroeste da Índia,
por sua alegria e seu valor.
Já em novembro de 1909, se registraram
as primeiras companias de Guias. Usavam pesados
uniformes azul marinhos e mochilas brancas.
As Guias eram geralmente seguidas por meninos
na rua, que gritavam: - Guias, repolhos de Bruxelas,
aí vão". As portas das sedes
das companhias deviam permanecer muitas vezes
fechadas devido ao tumulto produzido pelas brincadeiras
do público, que as ridicularizavam. Nada
porém as desanimavam.
Em 1912 foi publicado o primeiro manual das
Guias "Como as moças podem ajudar
a constituir o Império", escrito
por Agnes Baden Powell. Em 30 de outubro, B.P.
casa com Olave St. Clair Soames.
Documentos comprovam que a associação
brasileira de escoteiros, com sede em São
Paulo já mantinham em 1914, tropas escoteiras
em alguns grupos escoteiros chamando de Bruninhas
as suas irmãs menores, incorporadas posteriormente.
Em 1917 é constituído informalmente
a o primeiro Conselho Internacional da Associação
de Guias da Inglaterra, e no ano seguinte é
publicado o texto do Guidismo, livro escrito
por B.P. especialmente para Guias.
Em Foxlease se realizou em 1924 o primeiro acampamento
mundial de Guias, com a presença de mais
de 40 nacionalidades.
Em 1930, Lady Baden Powell é aclamada
Chefe Mundial de Guias, função
que exerceu até 1976 quando veio a falecer.
INSÍGNIA
DA MADEIRA
O
primeiro curso de Chefes - Origem da Insígnia
da Madeira
Os
primeiros cursos experimentais para a formação
de Chefes e Dirigentes Escoteiros iniciaram-se
logo em 1910, mas se tratavam apenas de
"experiências". Assim, a
grande maioria dos adultos que praticavam
o Escotismo colaborando com as recém
formadas Patrulhas e Tropas de meninos não
possuíam treinamento algum, o que
dificultava o aproveitamento integral do
Programa Escoteiro.
Baden
Powell conhecia este problema e pensava
em aplicar um programa de treinamento de
chefes semelhante àquele que obtivera
sucesso com os garotos, na Ilha de Brownsea
e para isso necessitava de um local fixo
onde pudessem haver atividades práticas
ao ar livre.
Esse
lugar é Gilwell Park adquirido pelo
amigo W. de Bois MacLaren em 1919 e chamado
assim em homenagem a Lord Baden Powell of
Gilwell.
O
primeiro curso de Chefes em Gilwell aconteceu
no mesmo ano de 1919, entre 8 e 19 de setembro.
Ao final do curso Baden Powell queria dar
uma lembrança aos Escotistas ali
presentes, algo que tivesse um significado
maior do que um mero certificado e representasse
o compromisso com os ideais Escoteiros.
Trajava
naquele momento um grande colar de contas
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de madeira que ganhara no seu tempo de Exército
de Dinizulu, rei de uma tribo africana.
Deu então para cada chefe uma das
contas do colar, iniciando assim uma Tradição
Escoteira que vive até hoje.
Toda
vez que um Chefe completa o Curso Avançado
recebe um colar com duas contas, réplicas
daquelas entregues aos formados no primeiro
curso, este colar é a chamada Insígnia
da Madeira.
O
misticismo do Colar
Quando
dado de presente a Baden Powell durante
sua permanência na África austral,
o Rei Zulu desejava reconhecer a superioridade
guerreira de B-P e agradece-lo pelo tratamento
digno dado ao seu povo.
O
colar original era constituído de
contas esculpidas de uma madeira africana
macia de cor amarela, deixando quando trabalhada,
um pequeno entalhe natural em cada extremidade.
A madeira era passada ao fogo, o que representava,
na sua origem, a lenha acesa no primeiro
fogo dos antepassados, o "Fogo Sagrado",
que representava a fidelidade a um ideal.
Atualmente
o colar original de aproximadamente 7 metros
e com mais de 2000 contas, está guardado
no Museu "Baden Powell House",
em Londres.
A
Insígnia da Madeira e suas variações
A
Insígnia da Madeira é composta
por uma correia de couro de extremidades
unidas por um nó de aselha e duas
contas, replicas do colar zulu original,
uma em cada ponta. Essa Insígnia
é usada pelos Escotistas que concluíram
o Curso Avançado.
Um
colar de três contas é usado
pelos Diretores de Curso Básico e
de quatro contas pelos Diretores de Curso
Avançado. Seis contas são
apenas usadas pelo Diretor do Gilwell Park.
JAMBOREES MUNDIAIS
I
Jamboree Mundial
Richmond Park, Londres, Inglaterra, 1920.
Participantes: 8.000 de 34 diferentes países.
II
Jamboree Mundial
Copenhagen, Dinamarca, 1924.
Participantes: 4.500 de 22 diferentes países.
III
Jamboree Mundial - 21º Aniversário
do Escotismo
Arrowe Park, Birkenhead, Inglaterra, 1929.
Participantes: 50.000 de 69 diferentes países.
IV
Jamboree Mundial
Godollo, Hungria, 1933.
Participantes: 25.792 de 46 diferentes países.
V
Jamboree Mundial
Vogelenzang, Holanda, 1937.
Participantes: 28.750 de 54 diferentes países.
VI
Jamboree Mundial - Jamboree da Paz
Moisson, França, 1947.
Participantes: 24.152 de 38 diferentes países.
VII
Jamboree Mundial - Jamboree da Simplicidade
Salzkammergut, Bad Ischl, Áustria,
1951.
Participantes: 12.884 de 41 diferentes países.
VIII
Jamboree Mundial
Niagara on the Lake, Canadá, 1955.
Participantes: 11.139 de 71 diferentes países.
IX
Jamboree Mundial
Sutton Park, Inglaterra, 1957.
Participantes: 30.000 de 80 diferentes países.
Obs.: 100º aniversário de B.P.,
50º aniversário do Escotismo
na Inglaterra.
X
Jamboree Mundial
Mt. Makiling, Filipinas, 1959.
Participantes: 12.203 de 44 diferentes países.
XI
Jamboree Mundial
Marathon, Grécia, 1963.
Participantes: 14.000 de 88 diferentes países.
XII
Jamboree Mundial - Para a Amizade
Farragut State Park, Idaho, E.U.A, 1967.
Participantes: 12.011 de 105 diferentes
países.
XIII
Jamboree Mundial
Asagiri Heights, Japão, 1971.
Participantes: 23.758 de 87 diferentes países.
XIV
Jamboree Mundial
Lake Mjosa, Lillehammer, Noruega, 1975.
Participantes: 17.259 de 91 diferentes países.
Jamboree
Mundial
Irã, 1979.
Postergado devido à instabilidade
política do país.
XV
Jamboree Mundial - O Espírito ainda
Vive
Kananaskis, Alberta, Canadá, 1983.
Participantes: 14.752 de 102 diferentes
países.
XVI
Jamboree Mundial - Unindo o Mundo
New South Wales, Austrália, 1988.
Participantes: 14.434 de 84 diferentes países.
XVII
Jamboree Mundial - Vários Países,
um Mundo
Mt. Sorak National Park, Coréia,
1991.
Participantes: 19.083 de 135 diferentes
países.
XVIII
Jamboree Mundial - O Futuro é Agora
Flevoland, Holanda, 1995
Participantes: 28.960 de 166 diferentes
países.
XIX
Jamboree Mundial
Picarquin, Chile, 1998-99.
Participantes: 31.000 de 157 diferentes
países.
XX
Jamboree Mundial
Tailândia. Dezembro de 2002 - Janeiro
de 2003.
XXI
Jamboree Mundial
Inglaterra, 2007.
LIVRO
DA JÂNGAL
Livro
da Jângal (The Jungle Book), escrito
por Rudiard Kipling foi publicado pela primeira
vez em Nova York, em 1904, e sua poesia
diáfana e pura captou a imaginação
do público.
Baden Powell sabia da importância
da imaginação para meninos
mais jovens e reconheceu, nesta obra, o
suporte que viria dar a eles, todo o divertimento,
interesse e atividade que necessitavam e
que viria também a abrir o apetite
pelo Escotismo.
B.P. escreveu a Kipling a fim de pedir permissão
para tomar como base "The Jungle Book"
em seu método. Kipling um bom amigo
do Escotismo desde os primeiros dias, autor
da música oficial do Escotismo e
pai de um escoteiro, imediatamente deu o
seu consentimento.
Em sua maneira usual e pragmática
B.P. transformou as imagens poéticas
em forma de vida prática, adaptando
os sonhos e alegrias de Kipling em um método
educacional para pessoas jovens. Esse casamento
da poesia com a ação foi feliz
e permaneceu como um elemento importante
na história do sucesso do Escotismo.
Isto foi em 1916 antes dele publicar seu
plano completo e detalhado o qual autorizou
a formação de um Agrupamento
de Lobinhos, fazendo o reconhecimento e
registrando-os como membros do Movimento
Escoteiro.
O Manual do Lobinho foi escrito para os
meninos, dividido em digestivos bocados
reproduzindo as ilustrações
do próprio B.P. Todas as coisas sugeridas
no Manual podem ser absolutamente aplicadas
nos treinamentos dos dias de hoje, especialmente
pela linha típica da política
de B.P.: "Nós ensinamos pequenas
coisas brincando, as quais poderão
eventualmente, adestrá-los a fazerem
grandes coisas a sério".
A publicação do Manual do
Lobinho em 2 de dezembro de 1916 pode ser
tomada como marco para que este ano podia
ser considerado como o da fundação
do ramo lobinho, embora tenha sido somente
em 1923 que as regras completas do Lobismo
foram reconhecidas.
LOBISMO
Na
edição original do livro
"Escotismo para Rapazes", Baden
Powell não fixou um limite de idade
mínima, nem máxima para
o ingresso do menino no Movimento Escoteiro.
Como conseqüência disso as
tropas tinham meninos cujas idades variavam
entre 9 a 18 anos.As coisas, no entanto,
não eram tão simples assim!
Imediatamente levantaram-se agudas e persistentes
vozes dos meninos que eram muito pequenos
para serem escoteiros, irmãos menores,
que não estavam na faixa etária
da "diversão" organizada
no princípio do século,
queriam entrar na brincadeira e não
podiam esperar mais.
Os "pequenos" foram tão
persistentes, intrometendo-se nas reuniões
de Tropa e iniciaram alguns ensaios por
volta de 1909.
Os primeiros esforços de trabalhar
com meninos menores não obtiveram
sucesso. Alguns escoteiros sentiram em
receber estas crianças como "Junior
Scouts", mas os resultados foram
desastrosos. A tropa desestruturou-se,
os mais velhos não desejavam misturar-se
com os pequenos e estes não conseguiram
acompanhar as vigorosas atividades feitas
pelos escoteiros.
Tomar providências para que o que
mais tarde foi chamado "Junior Scouts"
(Escoteiros Junior), foi uma tarefa muito
árdua para Baden Powell, pois embora
ele estivessem receptivo à idéia,
teve que tomar precauções
para evitar a impressão que seu
Movimento estava criando um jardim de
infância para escoteiros.
Naturalmente o uniforme era o mais esperado
pelos meninos, assim, essa primeira versão
do lobismo usava chapéu de abas
largas, um lenço, uma mochila e
um bastão. Eles aprendiam nós
simples, sinais de pista, semáforos
e noções rudimentares de
primeiros socorros. Isto, na verdade,
constituía uma versão diluída
do Escotismo aplicada por incomodados
Assistentes ou Chefes de Tropa.
Não há dúvida de
que o pioneiro do nosso ramo foi o Reverendo
A.R. Brow, Chefe da Tropa número
1 do Enfield Highway, em Niddlessex, Inglaterra.
Foi ele quem em janeiro de 1910, publicou
um artigo no "Headquarters Gazette",
onde concretamente questionava: O que
iremos fazer com os meninos menores de
12 anos?
B.P. teve dupla preocupação,
conforme explicou em artigo do "Headquarters
Gazette", a primeira era de não
exaurir as crianças desta idade
com atividades que não estavam
além de sua capacidade física;
e a segunda era evitar o risco de perturbar
os rapazes mais velhos, os quais poderiam
se sentir humilhados em terem de executar
as mesmas atividades que os mais jovens.
Para esclarecer as suas idéias,
escreveu no final do ano de 1913 as primeiras
tentativas de denominar os meninos menores
e entre as sugestões do chefe estavam
os nomes de: Beavers (castores), Wolf
Cubs (lobinhos), Cubs (filhotes), Colts
(potros) e Trappers (ajudante de caçador).
Em suma B.P. preocupava-se que o novo
ramo tivesse suas próprias características,
não fosse uma versão simplificada
do programa dedicado aos escoteiros.
Depois deste período de experiências
e indagações, B.P. solicitou
a Percy W. Everett que estudasse o que
estava fazendo e que redigisse um esquema
provisório. Em novembro de 1913,
Everett lhe apresentou um projeto intitulado:
Regras para escoteiros menores.
Sobre este manifesto o Chefe demonstrou
seu agradecimento ao reverendo Everett,
salientando apenas o uso de uma nomenclatura
e a distinção necessária
pelo uniforme. Segundo B.P. o nome "Lobinho"
ou "Cachorro" seria muito adequado
especialmente este último para
designar os Pata Tenras. Quanto ao uniforme
disse que um boné, semelhante ao
usado no jogo de criket e um suéter
estaria muito de acordo com a elegância
e praticidade necessária.
Com mudanças e emendas, em 1914,
o Headquarter Gazette publicou o esquema
para "Lobinho" ou "Jovem
Escoteiro" que não era mais
que uma forma modificada de adestramento
de escoteiros; incluía uma forma
de saudação, um emblema
em forma de cabeça de lobo, a promessa
simples de servir e cumprir o dever e
alguns testes simples adaptados à
faix etária. O clima de guerra
imprimia um forte sabor patriótico,
com muitas manobras, marchas, saudações
a Bandeira e cantar o Hino Nacional.
A publicação desse esquema
foi acompanhada da promessa de B.P. de
elaborar um Manual próprio para
os pequenos o qual abordasse um método
com características próprias.
A partir de 1920, Gilwell abriu suas portas
para os chefes de lobinhos. O centésimo
curso foi elaborado em 1949, pois o número
de cursos foi acelerando-se desde cedo.
Em poucos anos, a presa portada com exclusividade
pelos Chefes de Lobinhos foi substituída
pelas tradicionais contas, igualmente
aos Chefes de Tropa.
Manuais de treinamento e guias para lobinhos
começaram a ser publicados, como
também livros para serem usados
pelos próprios lobinhos.
A demanda pelo treinamento cresceu mais
que a capacidade de Gilwell. Em 1922,
o título de Akelá Líder
foi inventado, o que autorizava ao seu
usuário a tocar o seu próprio
cursos na sua cidade, tão rigorosamente
nos moldes de Gilwell quanto possível.
MANUAL DO LOBINHO
Baden
Powell não teve tempo suficiente
para escrever o Manual do Lobinho durante
a Primeira Guerra Mundial, porém,
anunciou que o faria pouco tempo depois.
Com a erupção da guerra,
as mulheres tomaram os lugares antes
ocupados pelos jovens, que haviam respondido
aos apelos do exército. Assim,
foi permitido o ingresso de senhoras
e senhoritas no Movimento, estas estavam
encantadas com a idéia de que
pudessem adestrar os pequenos. Suas
idéias foram de grande valia
na elucidação de problemas
especiais que surgiam no adestramento
dos pequenos. E nesta leva feminina
que surge o braço direito do
Fundador, no ramo lobinho: a Srta. Vera
Barclay.
O seu encontro com o Fundador deu-se
no dia 16 de junho de 1916 em uma conferência
em Londres, onde Chefes de Lobinhos
reuniram-se para reivindicar o es
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perado
Manual do Lobinho, que contivesse um
esquema específico para o ramo.
Vera Barclay não compareceu a
conferência movida pelos seus
objetivos uma vez que lobinhos não
lhe interessavam, sua fixação
eram os escoteiros. Porém, havia
recebido um convite especial de B.P.
que queria conversar com ela.
O objetivo de B.P. era contratá-la
para juntar-se a equipe do Headquarters
e trabalhar no projeto dos lobinhos.
A idéia não a entusiasmou
muito uma vez que lobinhos não
eram o seu trabalho, e fechar-se em
um escritório em Londres não
estava em seus planos.
Em sua atuação com escoteiros
nas áreas carentes de Londres
recebeu de companheiros mais formais
a crítica de que os rapazes não
atendiam perfeitamente a todos os aspectos
da Lei Escoteira. Deu , então,
uma resposta que se tornou famosa: "O
que interessa é, que pelo escotismo,
os rapazes se tornem melhores!".
No entanto, em virtude de um joelho
machucado, estava afastada de suas funções
de enfermeira no "Netley Red Cross
Hospital" e além do mais,
como admitiu posteriormente, era um
grande serviço para o escotismo
isolar os meninos pequenos e seus persistentes
chefes dentro de suas próprias
competências.
Não demorou muito, porém,
e os lobinhos conquistaram completamente
a sua simpatia, instalando-se definitivamente
dentro de seu coração,
de forma que a fizesse fazer de tudo
para que eles fossem aceitos na fraternidade
escoteira, pleiteando junto ao Headquarters
tudo o que eles queriam.
Ela dedicou-se com entusiasmo na organização
do Manual do Lobinho, intercalando ao
famoso manuscrito de B.P. recortes,
seus desenhos feitos a pena e bilhetes
que encontrava jogados sobre sua mesa,
contendo novas idéias de B.P.
muitas vezes anotadas em papéis
de suas lâminas de barbear. O
Manual ficou também enriquecido
com suas próprias opiniões
acerca das insígnias e especialidades
que constituiriam a parte II do Manual.
O Manual do Lobinho está impregnado
de suas influências, feitas com
entusiasmo e imaginação
e, principalmente de um grande conhecimento
da natureza de meninos pequenos. Ela
via claramente a necessidade de conservar
a essência, tanto quanto o método
de treinamento, o tão distinto
quanto possível daqueles do escoteiro.
Esta posição futuramente
influiu fortemente para a sua indicação
como Comissária do Quartel General
para Lobinhos, posto que ela manteve
até 1927.
Porém, o que veio responder a
procura de Baden Powell por algo atraente,
especial, capaz de sustentar a fantasia
e contribuir com a formação
da criança foi o Livro da Jângal,
cuja adoção revolucionou
completamente o esquema.
O QUE É
"SER ESCOTEIRO"?
A
maioria das pessoas acredita que
um escoteiro apenas anda com um
bonito uniforme, cumpre todos os
dias uma boa ação
e passa os fins-de-semana acampando.
Com certeza, o Escoteiro faz muito
mais do que isso.
O Escotismo é um movimento
com o objetivo de complementar a
educação do jovem,
ou seja, faze-lo aprender alguns
conceitos importantes para sua vida
em um lugar diferente de sua casa
ou escola.
GRUPOS
ESCOTEIROS? O QUE SÃO?
Os
grupos escoteiros são organizações
onde o Método Escoteiro é
desenvolvido, sem fins lucrativos,
sem envolvimento partidário
e desligadas de qualquer organização
governamental. As pessoas que trabalham
neles não são remuneradas
e exercem este trabalho voluntariamente.
No Escotismo não existe distinção
de cor, credo ou classe social.
Os grupos escoteiros geralmente
estão situados em organizações
militares, escolas e igrejas e estão
subordinados a União dos
Escoteiros do Brasil, cuja sede
fica em Curitiba.
REUNIÕES
E ACAMPAMENTOS
O
Escotismo normalmente ocupa o tempo
livre dos jovens e por isso as atividades
quase sempre ocorrem aos sábados
e os acampamentos nos finais de
semana e feriados. Existem, porém,
grupos que se reúnem durante
a semana.
Os gastos com o escotismo são
relativamente baixos, eles consistem
basicamente da mensalidade do grupo
escoteiro, que cobre as despesas
organizacionais do grupo; da matrícula
na UEB, que mantém a União
dos Escoteiros do Brasil e proporciona
que a mesma ofereça cursos
e outras atividades relacionadas
com o escotismo; do custo do uniforme;
das taxas de acampamentos e atividades,
que são cobradas para custear
a alimentação e o
transporte do jovem nestas atividades
e de contribuições
esporádicas elaboradas pelos
próprios escoteiros.
FINALMENTE:
SE TORNANDO UM ESCOTEIRO!!!!!
Para
se tornar um Escoteiro, inicialmente
deve-se procurar um grupo próximo
a sua casa e informar-se sobre a
existência de vagas. Após
isso, o jovem passa a comparecer
as reuniões para ir aos poucos
conhecendo e se acostumando ao cotidiano
de um Escoteiro. Se o jovem se sentir
bem e quiser continuar no Movimento,
os pais devem preencher um cadastro
e o jovem é oficialmente
admitido no Grupo fazendo parte,
então, da Fraternidade Escoteira.
ENCONTRANDO
UM GRUPO
Muitas
vezes, jovens que tem interesse
em participar do Escotismo, acabam
não o fazendo por não
conhecerem grupos na sua cidade
ou regiões próximas.
Se não tiver ninguém
que indique algum grupo, você
pode entrar em contato com a Direção
Nacional da União dos Escoteiros
do Brasil (www.escoteiro.com.br/comunidade/grupo/)
e solicitar informações
sobre grupos na sua cidade.
Se
você faz parte de alguma das
cidades abaixo entre Grupos de Nosso
Pólo
Amparo,
Atibaia, Bragança, Campinas,
Cosmólopolis, Indaiatuba,
Itatiba, Jundiaí , Paulínia,
Pedreira, Pinhalzinho, Valinhos
,Vinhedo
Se
você é do estado de
SP entre no site www.escotismo.org.br
Modalidades
O
Escotismo, nos ramos escoteiro e
sênior, além da modalidade
básica, em que predomina
o ambiente mateiro e as atividades
em terra, pode ser praticado nas
modalidades de Escotismo do Mar
e de Escotismo do Ar, que se distinguem
pelos distintivos e onde se adiciona
ao programa do Escotismo Básico
a especialização em
marinha ou aeronáutica, e
as atividades no mar e no ar, respectivamente.
Escotismo
Básico
O
Escotismo Básico procura
desenvolver nos jovens o gosto pela
vida rural e sertaneja, pelas artes
e técnicas mateiras, pelo
excursionismo, campismo e montanhismo,
pelas viagens em todas as formas
de transporte, pelas grandes expedições
e explorações das
regiões desconhecidas, pelo
estudo da fauna, flora, mineralogia,
geologia e arqueologia e pelos esportes
terrestres, incentivando o culto
das tradições dos
bandeirantes, dos sertanistas e
do nosso exército.
Escotismo
do Mar
O
Escotismo do Mar procura desenvolver
nos jovens o gosto pela vida do
mar, pelas artes e técnicas
marinheiras, pela navegação
a vela e a motor, pelas viagens
e transportes marítimos,
pela pesca, pelo estudo da oceanografia,
pela exploração e
pelos esportes náuticos,
incentivando o culto das tradições
de nossa marinha.
Escotismo
do Ar
O
Escotismo do Ar procura desenvolver
nos jovens o gosto pelo aeromodelismo,
pelos planadores, pelos helicópteros
e aviões, pelos problemas
de aeroportos, aeronavegação
e aeropropulsão, pelo pára-quedismo
e pelos esportes aéreos,
pelo estudo da meteorologia e da
cosmografia, pelos foguetes espaciais,
pelos satélites artificiais
e pela cosmonáutica, incentivando
o culto das tradições
da nossa Aeronáutica.
PRIMEIRO JAMBOREE
MUNDIAL
Em
1917, décimo aniversário
do primeiro Acampamento Escoteiro
na Ilha de Brownsea, era esperado
se realizar algum tipo de celebração
para marcar a data e o evento.
De acordo com as circunstâncias,
de guerra na época do aniversário,
foi decidido que o Jamboree Internacional
seria realizado no momento oportuno,
e o mais breve possível.
Com o fim da guerra em 1918, decidiu-se
que o Jambpree Mundial seria realizado
dentro de dois anos, em 1920.
Situação similar
ao sexto Jamboree Mundial de 1947,
dois anos após o fim da
segunda Guerra Mundial.
Ao
fim do primeiro Jamboree Mundial
em 1920, em Richmond Park, Londres,
B.P., aclamado Chefe Escoteiro
Mundial fez o seguinte discurso:
"Irmãos
Escoteiros:
Diferenças
de pensamentos e sentimentos existem
entre pessoas de todo o mundo,
da mesma forma que existe no idioma
e nas características físicas
de cada um.
O Jamboree nos ensinou que se
exercitarmos a paciência
mútua e dar e receber,
então haverá simpatia
e harmonia.
Se for de sua intenção,
deixem-nos prosseguir daqui com
total determinação
de que vamos desenvolver entre
nós e nossos garotos esta
camaradagem, e pelo mundo afora
este espírito escoteiro
de irmandade, que deve desenvolver
paz e felicidade no mundo, e boas
intenções entre
pessoas."
ÚLTIMA
MENSAGEM DE B.P.
Caros Escoteiros:
Se vocês já assistiram
a peça "Peter-Pan",
lembrar-se-ão que o chefe
dos piratas estava sempre fazendo
o seu discurso de despedida,
temendo que, ao chegar a hora
de morrer, não tivesse
tempo, talvez, de pronunciá-lo.
Passa-se o mesmo comigo, e assim,
embora não esteja morrendo
neste momento, isto irá
acontecer qualquer dia destes,
e desejo mandar a vocês
uma última palavra de
adeus.
Lembrem-se: esta é a
última coisa que vocês
ouvirão de mim, portanto,
meditem sobre ela.
Tenho levado uma vida cheia
de felicidades, e desejo que
cada um de vocês tenha
também uma vida igualmente
feliz.
Creio que Deus nos colocou neste
delicioso mundo para sermos
felizes e saborearmos a vida.
A felicidade não vem
da riqueza, nem do sucesso profissional,
nem do comodismo da vida regalada
e da satisfação
dos próprios apetites.
Um passo para a felicidade é,
quando jovem, tornar-se forte
e saudável, para poder
ser útil e gozar a vida
quando adulto.
O estudo da natureza mostrará
a vocês quão cheio
de coisas belas e maravilhosas
Deus fez o mundo para o nosso
deleite.
Fiquem contentes com o que possuem
e tirem disso o melhor proveito.
Vejam o lado bom das coisas
em vez do lado pior.
Mas, o melhor meio para alcançar
a felicidade é proporcionando
aos outros a felicidade.
Procurem deixar este mundo um
pouco melhor do que o encontraram,
e, quando chegar a hora de morrer,
poderão morrer felizes
sentindo que pelo menos não
desperdiçaram o tempo
e que procuraram fazer o melhor
possível. Deste modo
estejam "bem preparados"
para viver felizes e para morrer
felizes.
Mantenham-se sempre fiéis
à sua Promessa Escoteira,
mesmo quando já tenham
deixado de ser rapazes, e Deus
ajude a todos a procederem
\n';
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}
}
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assim.
Do
amigo;
Baden-Powell of Gilwel
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GEMB
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